As séries e devocionais do Lectio 365 são fundamentadas em três “amores” e seis “práticas” que moldam nossas orações pela manhã, ao meio-dia e à noite. Esses pilares estão no centro do movimento 24-7 Prayer, do Lectio 365 e da Order of the Mustard Seed, que desenvolveu essas seis práticas.
Quando Jesus foi perguntado sobre qual era o maior mandamento da Lei, Ele respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: “Ame o seu próximo como a si mesmo.”
Esses são os dois grandes amores da fé cristã. A eles acrescentamos o chamado de Jesus para amar o mundo, fazendo discípulos de todas as nações:
“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.”
Amar a Deus. Amar o próximo. Amar o mundo.
Esses três amores alimentam uma vida centrada em Jesus. Mas como colocamos esse amor em prática?

O movimento 24-7 Prayer cultiva seis práticas espirituais que nos ajudam a acender e sustentar os três amores no coração da nossa fé.
Amamos a Deus por meio da oração e da criatividade.
Amamos o próximo por meio da justiça e da hospitalidade.
Amamos o mundo por meio da missão e do aprendizado.
As seis práticas moldam nossas orações diárias pela manhã, ao meio-dia e à noite. Oramos com criatividade e com coração missionário; oramos por justiça; aprendemos sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre os outros; e buscamos crescer em hospitalidade, crendo que a presença de Deus está conosco todos os dias.
Imitamos a igreja primitiva ao fazer pausas para orar três vezes ao dia, adaptando práticas antigas ao nosso mundo contemporâneo. Aprendemos a orar refletindo nas Escrituras e celebrando a vida dos heróis da fé.
A criatividade sempre marcou a história da igreja. Mosteiros antigos foram centros de excelência nas artes visuais, na música e na arquitetura. A expressão artística faz parte da nossa adoração. Refletimos o nosso Criador ao valorizar a beleza da criação por meio da nossa própria criatividade.
Ser seguidor de Cristo não é apenas conhecer Jesus pessoalmente. Temos o compromisso de amar o nosso próximo — quem quer que seja, perto ou longe. Como escreveu o filósofo e crítico social Cornel West: “Justiça é como o amor se parece em público.”
A hospitalidade no Novo Testamento não se resume a jantares com amigos interessantes. É a prática de acolher estrangeiros, marginalizados, pessoas em situação de rua e os pobres. Uma antiga regra monástica ensinava que todo peregrino deveria ser recebido como se fosse o próprio Cristo.
O objetivo do aprendizado não é vencer discussões nem se tornar mais bem-sucedido que os outros. Tampouco é simplesmente acumular conhecimento. É conhecer melhor a Deus e amá-lo mais. Aprender é uma prática ao longo da vida de discípulos que fazem discípulos.
A prática da missão não consiste em impor minha cultura aos outros. É simplesmente ser como Jesus no mundo — amar e agir com bondade para com todos, apontando as pessoas para Deus e explicando a razão da nossa esperança e alegria, mesmo em tempos difíceis.