Hoje é segunda-feira, 16 de dezembro. Neste Advento, estamos preparando nossos corações para celebrar a vinda de Cristo há dois mil anos e olhando para frente com esperança enquanto aguardamos seu retorno. Durante todo o mês de dezembro, oraremos por cada versículo da história do Natal conforme registrado no Evangelho de Lucas. Juntos, entraremos de forma imaginativa na história e perceberemos como a presença de Deus transformou vidas, famílias, comunidades e, em última instância, o mundo inteiro.
Nesta semana continuamos refletindo sobre as histórias de Maria, mãe de Jesus, e de seus parentes, Isabel e Zacarias, enquanto eles respondem ao fato de que Deus está agindo de forma poderosa e maravilhosa em suas vidas.
Ao entrar em oração agora, eu faço uma pausa para aquietar meu coração; respiro devagar e deixo que meus sentidos dispersos se recentrem na presença de Deus.
Senhor, na correria desta época, ajuda-me a desacelerar e encontrar Emmanuel – Deus conosco. Abro meus ouvidos para ouvir tua voz, desperto minha imaginação para interagir com tua Palavra e preparo meu coração para a maravilha da tua vinda.
Hoje escolho me alegrar na misericórdia de Deus sobre a minha vida, juntando minha voz ao antigo louvor do povo de Deus nas palavras do Salmo 57…
Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia!
Em ti me refugio.
À sombra de tuas asas me esconderei,
até que passe o perigo.
Clamo ao Deus Altíssimo,
ao Deus que cumpre seus propósitos para mim.
Ao saber que está carregando o Messias, Maria foi se hospedar com sua prima Isabel e o marido dela, Zacarias, que também estavam vivendo uma gravidez milagrosa. Diante da clara ação de Deus em suas vidas, Maria, tomada de maravilhamento, irrompe em um cântico espontâneo de louvor, conhecido em muitas tradições da igreja como o Magnificat. Hoje meditamos na segunda parte desse cântico.
“Ele encheu de coisas boas os famintos e despediu de mãos vazias os ricos. Ajudou seu servo Israel e lembrou-se de ser misericordioso. Pois assim prometeu a nossos antepassados, (Have music begin to fade back in halfway through bible passage, reaching full volume by the end of the passage) a Abraão e a seus descendentes para sempre”. Maria ficou com Isabel cerca de três meses, e então voltou para casa.
Ao se encontrar com Deus, Maria fica impressionada com o seu caráter. Deus, ela diz, é o Deus da justiça. O Messias vindouro corrigirá as injustiças da pobreza, favorecendo os pobres e não os ricos. Aqueles que não têm o suficiente receberão o que precisam, enquanto os que possuem em abundância nada receberão. A ideia de que Deus retira coisas dos ricos confronta a cultura consumista em que vivo, que tenta me convencer de que meus desejos mais banais são necessidades essenciais, e de que sempre mais é sempre melhor.
Quais coisas materiais eu tenho desejado? Por que as quero? Será que associei possuir coisas melhores, ou alcançar certo estilo de vida, ao favor ou bênção de Deus?
Senhor Jesus, liberta-me do pensamento consumista. Ensina-me a estar contente em toda e qualquer circunstância (Filipenses 4:11–13). Supra todas as minhas necessidades e ajuda-me a desfrutar das bênçãos que já possuo.
Quando leio passagens como a de hoje, muitas vezes peço a Deus que alimente os necessitados. Isso é algo bom, mas evita encarar a causa do problema: o acúmulo de riqueza pelos ricos às custas dos pobres.
Deus de justiça e misericórdia, continua a obra da qual Maria cantou! Derruba os sistemas que permitem aos ricos acumular enormes quantias de riqueza e redistribui recursos e poder aos pobres.
Ao retornar à passagem de hoje, atento-me a uma palavra ou frase que fale de modo especial ao meu contexto pessoal neste dia.
“Ele encheu de coisas boas os famintos e despediu de mãos vazias os ricos. Ajudou seu servo Israel e lembrou-se de ser misericordioso. Pois assim prometeu a nossos antepassados, (Have music begin to fade back in halfway through bible passage, reaching full volume by the end of the passage) a Abraão e a seus descendentes para sempre”. Maria ficou com Isabel cerca de três meses, e então voltou para casa.
Tiro agora um momento para refletir sobre que sentimentos esta passagem desperta em mim.
Percebo que as prioridades de Deus muitas vezes não são as minhas. Maria está falando do Messias prometido há muito tempo. A maioria das pessoas em sua cultura tinha uma ideia fixa de quem esperavam: um rei que os libertasse da opressão. No entanto, Jesus veio como servo sofredor, voltado para as necessidades dos pobres. Aqueles que quisessem seguir o Messias precisariam ajustar suas prioridades para se alinhar aos seus planos.
Quais são as minhas prioridades neste momento? Onde tenho colocado a maior parte dos meus esforços, do meu tempo, do meu dinheiro?
Deus de justiça e misericórdia, eu rendo a ti todas as minhas esperanças, planos e recursos. Se quiseres que eu mude alguma de minhas prioridades, me mostre e eu o farei.
E agora, ao levar comigo este tempo de oração para o restante do dia, ouço o Senhor que me ama declarar em Miquéias:
O que o SENHOR exige de você: pratique a justiça, ame a lealdade e ande humildemente com o seu Deus. (NVI)
Pai, ajuda-me a viver este dia em plenitude,
sendo verdadeiro contigo em tudo.
Jesus, ajuda-me a doar-me aos outros,
sendo bondoso com todos que eu encontrar.
Espírito, ajuda-me a amar os perdidos,
proclamando Cristo em tudo o que eu fizer e disser.
Amém.